... para lá...
Sai, dessa carcaça podre
Que te prende ao sofrimento
E despoja de sentido
Essa vida miserável.
Essa porta, mesmo à tua frente
Que tentas alcançar, mas não consegues.
E não consegues, miserável,
Porque o teu corpo podre não deixa.
É o escape para o mundo real,
A entrada para lado de lá,
Onde os sonhos se escondem,
Mas nem todos são felizes.
E, desprovido de vida própria,
Condenado ao esquecimento pelo destino,
Percorres, imóvel, o teu caminho,
E finges que afinal existes…







